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lunes, 18 de marzo de 2013

ROSA LOBATO DE FARIA, A NOITE INTEIRA JÁ NÃO CHEGA


Eu te prometo meu corpo vivo
Eu te prometo minha centelha
minha candura meu paraíso
minha loucura meu mel de abelha
eu te prometo meu corpo vivo

Eu te prometo meu corpo branco
meu corpo brando meu corpo louco
minha inventiva meu grito rouco
tudo o que é muito tudo o que é pouco
meu corpo casto meu corpo santo

Eu te prometo meu corpo lasso
mar de aventura mar de sargaço
vaga de náufrago onda de espanto
orla de espuma do meu cansaço
eu te prometo meu doce pranto

Eu te prometo todo o meu corpo
ardendo eterno na nossa cama
como um abraço como um conforto

P´ra que me lembres além da chama
eu te prometo meu corpo morto

*
 (Poesia 1983-2010), [Babel Ed., 2013]*



A NOITE INTEIRA JÁ NÃO CHEGA ( Poesia 1983-2010) de Rosa Lobato de Faria, assinalando os 80 anos do seu nascimento

Tomado de la página en Facebook:    
Quem lê Sophia de Mello Breyner Andresen

jueves, 31 de enero de 2013

EL BESO José Saramago

Hoy, no sé por qué, el viento ha tenido un
     hermoso gesto de renuncia, y los árboles han
     aceptado su quietud.
Sin embargo (y es bueno que así sea) una guitarra
     organiza obstinadamente el espacio de la soledad.
Acabamos sabiendo que las flores se alimentan en
     la fértil humedad.
Ésa es la verdad de la saliva.

DIA DO MAR - Sophia De Mello Breyner Andressen

MAR SONORO



Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim

FLORBELA ESPANCA, in LIVRO DE SOROR SAUDADE

FANATISMO

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida. 
Meus olhos andam cegos de te ver.
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No mist'rioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!...

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!...


Tipogr. A Americana, Lisboa, 1923

Tomado del grupo de facebook Quem lê Sophia de Mello Breyner Andresen